Bons Ares, Mi Buenos Aires.

Olá seguidores, sei que estou um pouco/muito sumido daqui, muitas mudanças aconteceram nas últimas semanas… nova cidade, novo lar, novos hábitos…. sonhos, buscas…. tudo isso impossibilitou de continuar o fluxo semanal de postagem, porém vamos ao que interessa… relatos de viagens, dicas de passeios e porque não viver reviver um pouco desses locais.

Dando continuidade hoje falarei um pouquinho da capital Portenha, sim.. a queridinha da América do Sul, Buenos Aires. Muitos amam, outros a detestam… posso disser que minha relação com a cidade de fato se resume somente a bons elogios. Tive ótimas experiências por lá.. mas vamos começar pelo que interessa, o início da viagem.

Sim, outra vez…. comprei minha passagem em uma oferta da TAM Mercosul, na época ida e volta com taxas foram r$ 650,00. O trajeto era Brasília, conexão em Guarulhos e destino final Buenos Aires. Embarquei na madrugada de 12 de fevereiro de 2015, rumo a cidade do tango.. cheguei em Buenos Aires por volta das 9h da manhã. Nada em especial ocorreu durante o trajeto, tudo foi muito rápido, inclusive sem tempo para uma pausa na sala VIP, mas com o coração acelerado para o novo destino. Desembarquei na quinta-feira “pré-carnaval” no aeroporto central da cidade “Aeroparque”, como toda e boa véspera de feriado o aeroporto estava daquele jeito que a gente ama, um formigueiro humano, argentinos vindo para o Brasil e brasileiros indo para Buenos Aires. Sim, somos indivíduos que amamos o que não temos,  e talvez seja por isso essa nossa inquietude em buscar o desconhecido. Após um processo migratório de 2 minutos, o agente federal, apenas soltou apenas um “Sea Bienvenido”, de imediato peguei meu passaporte carimbado e fui em direção a esteira pegar a pequena mala que já me aguardava. Tudo estava saindo conforme o planejado, voo no tempo certo, imigração certo, malas ok, próximo passo… câmbio para pegar o coletivo aeroporto – centro. Sim coleguinhas, o perigo começou nesse momento. Detesto fazer câmbio em aeroportos, sempre uma cotação desvantajosa e com gente  muito bem humorada não é mesmo? Claramente um homem rude e uma cotação ruim me aguardava.

Com o suficiente para pegar o coletivo e passar o dia na cidade, arrastei a mala até a saída do aeroporto para tomar o coletivo. Nesse momento, percebi que mesmo o saguão do aeroporto estando lotado, o ponto estava vazio, estava ali sozinho, segurando uma mala, com cara de turista, dando bobeira para qualquer pessoa que chegasse por perto com intenções erradas. Sempre penso que o pior pode ocorrer comigo, ainda mais quando estou no exterior. Vi um casal conversando e me aproximei para me sentir seguro, eles automaticamente perceberam que não pertencia ao local e iniciaram um questionário imigratório, o qual o agente não havia realizado na entrada do país. Hahahaha… segui mudo após o interrogatório e refleti que estava confortável com o portunhol praticado aquela época, como eu era ruim em espanhol.

Aos poucos descobri que o casal aguardava o mesmo ônibus, mesmo estando em um ponto diferente, pegamos o coletivo 45 rumo a Calle Florida, o caminho é interessante, passa por pontos bonitos da cidade e outros um tanto “preocupantes”, no caminho que o ônibus percorre até o centro da cidade, ele passa por dentro da maior favela de Buenos Aires, chamada Villa 31. Vamos disser que por uns dez minutos, nem um fio de cabelo passava por aquele buraquinho debaixo, mas depois tudo foi tornando-se mais atraente e belo, com paisagens de arquitetura singular e  clima agradável. O casal que subiu na condução comigo, insistiu no papo e por fim trocamos ideias, risadas e contato pelo facebook, até os dias de hoje temos contato. São muito queridos, tive sorte de ser ajudado pelo Pablo e a Verônica.

Chegando na Calle Florida, uma das mais movimentadas da cidade, fui em direção ao hotel que era muito próximo da parada de coletivo. Caminhei por lá tranquilamente, cheguei no hotel fiz o check in, tomei um banho para renovar as energias do corpo cansado da viagem e troquei de roupa…. Já era 13h, estava faminto, sanduíchinhos de companhia aérea não sustentam…  fui em direção a rua procurar alguma coisa para comer, dei poucos passos e já achei o que eu queria, uma rede de fast food do país, chamado Mostaza, sanduíches mais baratos que Mc Donalds e Burger King, tinha que experimentar, era algo local e com toda certeza era uma experiência de viagem. Me esbarrei com uma dificuldade, fazer os pedidos em espanhol, como já disse anteriormente, eu era um terror na língua em 2015 (depois as coisas mudaram)…  após algumas mimicas o pedido foi realizado, sentei e aguardei. Tudo estava lá, sanduíche, batatas e refrigerante… tudo prestes a ficar depositado nesse corpo por alguns anos em forma de gordura e celulite. O pior de tudo que após a ingestão dessa bomba que chamei de “refeição”  senti realizado e satisfeito… bom isso até sair na rua novamente e ver na loja seguinte  ver variedade de barras de chocolate Milka com Doce de Leite. Obviamente, precisava experimentar, era uma experiência de viagem. hahahah

Com uma barra de 200 gramas na mão, sai comendo aquele chocolate maravilhoso pelas ruas da cidade em direção ao metro a fim de dar início as atividades planejadas. Primeira parada, Planetário Galileo Galilei, fica localizado no Bairro Palermo, com uma arquitetura super diferente, futurista e muito verde ao redor. Continuei andando pelo bairro, e comecei a entender o porque a cidade é tão charmosa, as ruas, o verde, a paz nas praças, pessoas correndo com seus cachorros, gente que sabe viver o agora, o presente. Buenos Aires, apesar de ser uma grande metrópole e ser considerada perigosa como toda grande cidade, não me deixou inseguro, os roubos acontecem sem que você veja “batedores de carteira”, se você se cuida, acredito que nada de grave pode ocorrer.. meio diferente da situação que nosso pais encontra-se, onde nem ir comprar um pão na padaria tranquilo, você não pode mais… triste realidade, mas aqui não cabe a síndrome do vira-lata, deixemos para outra oportunidade.

Ainda pelo bairro, fui conhecer o Shopping Patio Bullrich, são pouco mais de 3 km, caminhando embaixo da sombra das arvores e vendo milhares de lojinhas e confeitarias, fica fácil chegar ao destino. Entrei, dei uma observada nas lojas, fui ao Carrefour conferir as prateleiras. Vou abrir um adendo “coisas que amo fazer fora do Brasil, supermercados e farmácias” sempre tem algo útil e diferente que se possa conhecer… Terminei o dia com algumas sacolas de plástico do Carrefour recheadas de vinho, queijo e alfajores argentinos para me fartar durante a primeira noite em Buenos Aires.

No segundo dia de viagem, o Abelardo chegaria no fim da tarde e com isso, me aventurei rumo a uma cidadezinha próxima de Buenos Aires, chamada Tigre. Fui em direção a estação de trens com metro e de lá comprei um ticket para chegar na estação de Tigre, são 50 minutos em um trem confortável, limpo, moderno com paisagens que mesclam o subúrbio argentino de casas antigas com muita natureza, na minha opinião uma fofura. Chegando a Tigre, sai da estação e fui em direção ao centro da cidade, nada muito planejado, estava a deriva da cidade e do inesperado.. foi ótimo, conheci alguns pontos da cidade que me rendeu algumas fotos de recordação. Retornei no mesmo trem para a capital, visto que em pouco tempo o Abel chegava na cidade… Quando cheguei no hotel, ele ja me aguardava. Saímos para comer e beber algo e paramos em um bar muito típico da cidade, chamado Dada Bistro. Ótimos vinhos, preços salgados. No fim percebemos que era um espaço mais para executivos em happy hour, mas valeu a pena conhecer… o ambiente era bem rústico e nostálgico.

No terceiro dia de viagem, percorremos uma saga histórica, desde Plaza de Mayo, Casa Rosada, Cabildo, Teatro Cólon, Obelisco, Galerias Pacífico e Feira de San Telmo, … foi um bom passeio para conhecer um pouquinho da historia argentina. Ressalto algumas paradas no Café Martinez, na Pizzaria Los Talentos e nos maravilhosos resto-bar, Pony Line, Olsen e Helena “Surpreendentes”.

Fechamos o quarto dia de viagem com o tour pelo bairro hipster da cidade Palermo Soho, varias lojinhas de utensílios vintage, coisinhas míudas que se você não tomar cuidado leva tudo para casa, sabe? hahaha. Aconselho uma visita em Puerto Madero, no bairro de La Boca e no famoso El Caminito.

Minha experiência em Buenos Aires, foi algo totalmente fora do esperado… cheguei na cidade com muito receio, com medo dos trombadinhas e pelos milhares de comentários  negativos que li sobre as notas falsas que circulavam no comércio, posso disser que tudo isso virou fumaça nos primeiros instantes que cheguei a cidade. Percebi que a cidade tem sim seus problemas sociais, econômicos, financeiros.. mas em momento algum me senti inseguro como me sinto no Brasil. Não recebi notas falsas, não fui cobrado a mais por ser turista, não invadiram meu espaço…. a cidade é linda, possui uma arquitetura maravilhosa, prédios com estilo vintage e singular, suas construções remetem os traços europeus com um toque latino-americano, vale a pena sim conhecer… sua gastronomia é rica em boas carnes, vinhos, doce de leite, alfajores, medialunas e facturas. Creio que cinco dias na capital é tempo suficiente para sentir o calor do tango e ficar com vontade de quero mais… Obrigado Buenos Aires, espero em breve voltar..

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s