Valparaíso & Viña del Mar – Chile

Não existe nada melhor no mundo que uma boa noite de sono não é mesmo?

Acredito que a experiência entre cama e viajante é uma das mais afetivas que possa ocorrer. Com o corpo descansado, já era hora de partirmos para as cidades vizinhas, Valparaíso e Viña del Mar. Acordar após uma noite de pisco sour não é uma tarefa fácil… temperaturas de um dígito, dificultaram minha saída da cama, porém a vontade de sair prevaleceu. Acordado, banhado e vestido, me dirigi rumo ao terminal de ônibus. De todo modo, há três opções para quem deseja ir para essas cidades; alugando um carro em uma locadora, ônibus por conta própria ou submetendo-se a uma excursão para turistas.

Eu, econômico e impaciente, cheguei no terminal junto com os meninos por volta das 6:30h da manhã, pegamos a primeira lotação disponível para percorrer os 112 km que liga a capital chilena com Valparaíso. Existem duas grandes empresas que comandam essa linha, Turbus e a Pullman. Posso estar enganado, mas creio que saem ônibus a cada 30 minutos, facilitando o traslado entre as cidades. Vale ressaltar que para chegar ao terminal rodoviário, você pode pegar o metrô (linha 1) e parar na Estação Terminal Alameda, local onde facilmente se pode comprar os tickets e embarcar para seu novo destino.

Como ainda era muito cedo, entramos no ônibus confortável e cochilamos por um bom tempo, quando despertei já estávamos próximos da nova aventura. Valparaíso, ou também conhecida como cidade dos morros, possui um importante porto, donde entra e sai grande parte da economia chilena, argentina e peruana. Começamos nosso passeio por lá. Combinamos o preço da corrida de taxi até as proximidades do Ascensor Artilleria, de lá tudo já estava mais próximo.  Esta zona é considerada acervo do Patrimônio Cultural da Unesco, devido sua arquitetura mesclada aos “cerros”. Percorremos a cidade e nota-se que de fato, seu charme se dá pelas casinhas coloridas, elevadores panorâmicos e grafites que completam o estilo urbano e descolado da cidade. Recomendo um sapato bem confortável, pois subir e descer essas ladeiras dão canseira… estávamos sedentos e famintos, quando a fome já dava sinais latentes de que era meio-dia, começamos a procurar um restaurante para matar aquilo que nos matava. Como já tínhamos alguns nomes salvos, optamos por aquele que estava mais próximo, chegamos em poucos minutos no La Colombina. Nota-se que o restaurante não era de fato que esperávamos, mas a vista era boa e o preço razoável. Acredito que o fator “fome” ajudou muito na hora de desfrutar o prato. Já abastecidos, continuamos rumo a Plaza Sotomayor, local onde tem um monumento homenageando os chilenos durante a guerra Chile vs. Peru.  Tome nota: ao redor da praça tem muitas lojinhas, sorveterias e restaurantes, sugiro percorrer com calma esse local. Caso tenham tempo, recomendo fazer uma visita no Museu Naval, não chegamos a entrar devido à correria do passeio.

Após o almoço, decidimos seguir rumo a Viña del Mar, perguntamos aos moradores onde poderíamos tomar o ônibus para a cidade vizinha. Que vergonha! Meu espanhol naquela época era lastimável, lembro-me das situações hilárias que ocorreram… prefira o ônibus (coletivo) para chegar até lá, pois ele te deixa muito próximo ao Relógio de Flores, ponto muito turístico da cidade. Já o trem (metrô de superfície), você terá que caminhar um pouquinho após sair da estação. Com dezenas de fotos no relógio de flores, recomendo seguir admirando a paisagem pelo calçadão ao lado do mar até chegar ao Castillo Wullf, construído em 1905, pelo alemão Wullf.  Ainda na beira mar, é possível perceber que a cidade é totalmente distinta de Valparaíso. Arquitetura de Viña é sofisticada e nova, possui prédios belíssimos que fizeram me imaginar vivendo facilmente naquela cidade. Hahahaha.

Seguimos pelas ruas de Viña em direção ao Cassino da cidade, nota-se que é antigo (1930), porém muito bem localizado, com restaurantes, hotéis e boates por perto. Sua entrada fica nas proximidades da orla, sendo proibido a entrada de pessoas com idade inferior a 18 anos de idade, tal como short de banho. Fotos? Não tente tirar do local perto do seguranças. Mal tirei um click e o dito cujo já estava do meu lado pedindo para não registrar aquele momento… Evite problemas, tire fotos do lado de fora que já vale a pena. Após essa intervenção educada do segurança chileno, fomos para o terminal do rodoviário para retornar a Santiago. Sugiro um passeio pelo Museu Fonck, local onde pode-se ver peças arqueológicas da Ilha de Páscoa, visite.

O ato de retornar para nosso país, após essa viagem, começava a ficar difícil, tornava-se depressivo, pois as comparações entre lá e cá já martelavam minha cabeça. O Chile leva consigo, um povo trabalhador, que luta pelos seus direitos, que preserva seu presente e passado. O Chile tem um acento forte em sua comida, um sabor de saudade pelo seus vinhedos de Carménère, e uma explosão pelos seus aperitivos. Certamente voltaria, gostei tanto, que já retornei ao país por algumas vezes após esse primeiro contato.

Chi-Chi-Chile muchas gracias.

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